Sofrimento rende...

12 abril 2011

Eu nunca havia perdido alguem tão proximo como no ano passado. Meu irmão, vitima de violencia.
Avôs e avós? Nunca conheci minha avó paterna, ela se foi quando meu pai tinha apenas 5 anos. Sempre tive vontade de conhece-la, ao mesmo tempo é como se ela estivesse sempre comigo. Talvez pq nunca tnha visto seu rosto, pouca coisa sei a seu respeito, então posso fantasiar uma avó acolhedora, boa cozinheira e sempre me recebendo com um bom conselho e um abraço. Os avôs paterno e materno passaram  pro lado de la quando eu tinha 1 ano, vagas lembranças. Ja a mae da minha mãe não era muito proxima  Dizia que faziamos muita bagunça, que nào precisava levar os netos sempre para ve-la. Morreu quando eu tinha 13 anos, e não sou hipocrita de dizer que chorei. Rebeldia de adolescente, falta de elo emocional com a senhora em questão...sei la...
Enfim, ate o ano passado, so havia presenciado amigos perderem seus entes proximos. Uma amiga perdeu o marido, mais conhecido como seu grande amor, outra perdeu a avo, o pai.
É incrivel como a gente tenta imaginar como é essa dor antes de conhece-la , como é o impacto desta perda na sua vida e nem de longe chegamos perto do real. Em alguns momentos voce se pergunta se aquilo realmente aconteceu.

Eu não queria falar sobre o ocorrido na escola do Rio de Janeiro. Como professora me senti muito mal, indignada. O que fazer nesta situação? As crianças estão sob nossa responsabilidade enquanto estão dentro da escola. O que fazer?
Não vou aqui discutir a segurança das escolas, afinal, quem poderia imaginar que um ex-aluno pudesse fazer isso?
Detectores de metais, revistas, cameras de segurança...Cheguei a pensar que é muito melhor a gente se acostumar com todo este aparato que passar por estas tragedias.
O que sei é que logo logo a imprensa esgotara este assunto e assim como a mãe da Isabela Nardoni, a familia das irmãs de Cunha e tantas outras que passaram por algo parecido precisarão continuar com suas vidas com o vazio que permanecera. Enquanto houver curiosidade, enquanto der audiencia, a imprensa vai explorar cada detalhe da vida das vitimas, do assassino,de cada minuto antes e depois da tragedia.
E depois? Depois cada um segue a sua vida e pouca importa a dor que não da mais audiencia.
E é por isso que eu não assisto e sou contra essas reportagens de horas sobre a tragedia da vez. Odeio a exploraçao da desgraça alheia!

4 comentários:

Glaucia disse...

Exatamnete Marcinha, a exploração é que é o problema!
Eu me imaginei na situação e acho que eu teria morrido com as crianças pois tenho um temperamento explosivo em alguns momentos e se me conheço teria me atracado com o sujeito.
No ínicio de carreira quase bati num pai com um chicote, ele bateu no menino na minha frente e eu tomei o chicote dele e se não me seguram eu tinha dado nele.
É seguir pedindo paz e sabedoria né?!

Camila e Flavio disse...

Excelente opinião, coisa difícil de ver, o que aconteceu foi um absurdo, que se discutam formas de evitar que aconteça de novo eu acho ótimo (e acho que é mais uma questão de saúde pública que de segurança), mas ficar explorando o sofrimento dos outros é horrível. E o pior: dá ibope! Mas não o meu, pelo menos isso. Parabéns pelas palavras!

Bia Jubiart disse...

Oi Bella!

As vezes eu tento fechar os olhos, mais cada dia fica mais difícil... Explorar, ignorar não é a solução. O ideal seria a nossa sociedade não produzir esses psicopatas, mas pelo andar da carruagem fica difícil ser otimista...

Vamos hoje ao dormir sonhar com uma sociedade mais justa.

Beijo e carinhos amiga!

Larissa disse...

realmente, é demaaaaaaaaaais a mídida... tdo mundo qrendo apaecer, psiquiatra dando diagnóstico sem nem das coisas direitos, cada coisa.. é triste demais =/

 

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